Gigante do setor aéreo situada nos Emirados Árabes, é um dos seis principais patrocinadores do órgão máximo do futebol
Por Diogo Arraes

A Emirates informou que está ”pensando seriamente” em não renovar a parceria comercial que possui com a FIFA, pois acredita que não teve o devido respaldo durante a recente crise que a federação enfrentou com relação à diversas suspeitas de corrupção. A empresa, que é uma das seis principais patrocinadoras da entidade, ao lado de Adidas, Coca-Cola, Hyundai/Kia Motors, Sony e Visa, assinou em 2006 um acordo que gira em torno de US$ 195 milhões (R$ 339 milhões) e que vigora entre 2007 a 2014.
Entretanto, o vice-presidente sênior da divisão de comunicações corporativas, Boutros Boutros, um dos mais importantes executivos da Emirates, afirmou que a empresa não teve nenhum contato com a FIFA sobre a crise e se sentiu “esquecida” pela federação. A Emirates encomendou uma pesquisa sobre a sua associação com a FIFA, para verificar se houve algum dano a longo prazo em sua marca. “Estamos pensando seriamente em não renovar nossa parceria com a FIFA após 2014”, disse Boutros à publicação australiana especializada em marketing e mídia “B&T”.
“Não vamos entrar no que se refere à política, mas acreditamos que a situação com a FIFA foi além de um problema interno e se tornou muito maior. Como um patrocinador, você espera que eles procurem você no meio ou no fim da questão. Eles agem como se isso não fosse nada para os patrocinadores. Para nós, em nosso histórico de patrocínios, esse foi o único caso em que, quando aconteceu, nossos clientes começaram a nos procurar dizendo ‘Por que você apoia essa organização?’, acrescentou o executivo.
A Emirates foi o primeiro dos parceiros da FIFA que se manifestou publicamente sobre os escândalos que se instalaram sobre o órgão máximo do futebol nos últimos tempos e vai esperar o resultado de sua pesquisa para saber se manterá a parceria.
“Quando você é um dos principais parceiros, esperaria em certos momentos que a FIFA lhe enviasse algumas garantias para que você não veja isso em jornais ou coletivas de imprensa. Somos considerados um parceiro, mas se você é um parceiro nos negócios, penso que uma vez ao ano você deve um relatório a ele. E é por isso que nos sentimos esquecidos pela FIFA. No fim do dia, provavelmente eles estejam muito ocupados, mas no fim do dia, nós não vimos qualquer alteração. Não há nada nos dizendo que essas coisas não vão acontecer novamente”, concluiu Boutros.
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