O jogo entre o Cruzmaltino e o Tricolor suburbano valia pela terceira rodada do Segundo turno
Follow @jornalismofcPor Filipe Barbosa
Em casa e com uma equipe mista, o Vasco derrotou o Madureira por 3 a 0, em partida válida pela terceira rodada da Taça Rio. O jogo do Grupo B, que contou com gols de Juninho Pernambucano, Fellipe Bastos e Allan, assinalando um cada, serviu para o Cruzmaltino manter a ponta no grupo, com 7 pontos.
Com o resultado, o Tricolor suburbano fica distante da zona de classificação para as semifinais da Taça Rio. Pelo Carioca, o Vasco volta a campo, no próximo domingo, no clássico contra o Botafogo, às 18h30m (de Brasília), no Engenhão. Já o Madureira recebe o Bangu, no sábado, às 16 horas.
O jogo
Primeiro tempo morno em São Januário
O Madureira, como franco-atirador, começou a partida querendo tirar proveito da formação inédita dos titulares do Vasco e parecia pressionar a intermediária adversária. Aos 4 minutos, Fernando Prass vacilou tentando um chutão, a bola desviou em Leandro Cruz, que cruzou na área e Paulo Victor, sem goleiro, cabeceou para fora.
Aos 6, novamente Paulo Victor fez bela jogada pela esquerda, cruzou e o zagueiro Renato Silva cortou antes que a bola chegasse até Leandro Cruz. Aos 9 minutos, foi a vez do Vasco responder: Diego Souza recebeu lançamento livre na área, em posição legal, mas a bola ganhou efeito e o goleiro Cléber salvou, de soco, antes mesmo do meia dominar.
Aos 10, Juninho recebeu pela direita e cruzou na área. Diego Souza se esticou todo e finalizou sobre o travessão de Cléber. Quase gol do Vasco! Aos 15 minutos, em cobrança de falta, Juninho alçou a bola na área e Diego Souza, de costas, desviou de cabeça, passando por um triz junto à trave esquerda da meta do arqueiro do Madureira.
Aos 26, Juninho cruzou pela direita e o goleiro Cléber perdeu o tempo da jogada, saindo mal do gol. Para sorte do tricolor suburbano, a zaga aliviou o perigo. Aos 39, o Madureira chegou com Bill, que recebeu livre pela esquerda e cruzou da linha de fundo para Maciel, no entanto Fernando Prass saiu de soco para afastar a chance de gol adversária.
Aos 40 minutos, mais Madureira: Caio Cezar arriscou de fora da área e a bola passou perto, sobre o gol de Prass. Aos 41, a última boa chance da etapa: Paulo Victor cobrou falta de longe, e, mesmo com barreira, Prass espalmou para escanteio a bola que tinha como destino certo o gol.
Segundo tempo de pressão cruzmaltina
Na segunda etapa, o Vasco voltou com Abelairas no lugar de Chaparro. A mudança parecia não surtir efeito em campo, uma vez que o ímpeto da equipe da casa permanecia o mesmo. Foi preciso o talento individual do ídolo para fazer o Caldeirão, como é conhecido o estádio de São Januário, ferver.
Aos 10 minutos, Juninho Pernambucano teve, em sequência, duas oportunidades para abrir o marcador, ambas defendidas por Cléber. Aos 14 minutos, com o ímpeto evidentemente maior que o dos companheiros, o Reizinho da Colina abriu o placar com extrema categoria: tocou de peito para Dieyson e seguiu para dentro da área. O lateral-direito Max, que recebeu após bela troca de passes, foi até a linha de fundo e cruzou na medida para o capitão, que cabeceou da pequena área fazer 1 a 0.
Com o placar favorável, o Vasco, finalmente, passava a criar as melhores jogadas, sob o apoio da torcida que havia voltado a apoiar o time em São Januário. Assim, com um adversário nitidamente mais frágil, o segundo gol do Cruzmaltino não demorou a sair. Aos 21 minutos, Fellipe Bastos roubou a bola de Caio César na intermediária e finalizou forte, de fora da área, no canto direito de Cléber. Vasco 2 a 0. Após o gol, o volante homenageou a filha Giovanna, recém-nascida, fazendo o gesto de chupar o dedo e repetindo a comemoração “Embala, neném”, ao famoso estilo Bebeto da Copa de 1994.
Já com a vitória assegurada, o Vasco claramente diminuiu o ritmo com o objetivo de poupar a parte física dos atletas, uma vez que a equipe tem novo compromisso pela Libertadores, na quarta, contra o Libertad, no Paraguai, pelo Grupo 5 do torneio. O Madureira, que tentava diminuir o placar, esbarrava na segurança de Fernando Prass.
Aos 35 minutos, Juninho Pernambucano provocou nova euforia dos torcedores vascaínos, que não paravam de cantar músicas em homenagem ao jogador, ao deixar o gramado para a entrada de Diego Rosa. O camisa 8 do Gigante da Colina foi ovacionado e, antes de seguir para o vestiário, retribuiu a torcida com um gesto de reverência.
Aos 41 minutos, o Vasco confirmou a vitória com outra bela jogada envolvendo belos passes. Allan, que havia entrado no segundo tempo, driblou um adversário antes de finalizar a gol, já dentro da grande área, para marcar o terceiro. A bola ainda resvalou em Zé Carlos e enganou o goleiro CLéber.
Aos 42, o Madureira chegou pela última vez ao gol do Vasco: Fim de papo. O Vasco segue líder do Grupo B da Taça Rio.
FICHA TÉCNICA
VASCO 3 x 0 MADUREIRA
Local: Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro
Data: 11/03/2012 (domingo)
Horário: 16 h
Árbitro: Pathrice Maia (RJ)
Auxiliares: Lílian da Silva Fernandes Bruno (RJ) e Andréa Izaura Maffra Marcelino de Sá (RJ)
Cartões Amarelos:
Gols: Juninho Pernambucano, aos 13′/2°T (1-0), Fellipe Bastos, aos 21′/2°T (2-0), Alan, aos 40′/2°T (3-0).
VASCO: Fernando Prass, Max, Douglas, Renato Silva e Dieyson; Eduardo Costa, Fellipe Bastos, Juninho Pernambucano (Diego Rosa) e Chaparro (Abelairas); Diego Souza e Jonathan (Allan). Técnico: Cristóvão Borges.
MADUREIRA: Cléber, Wellington Junior, Zé Carlos, Thiago e Bill; Gílson, Caio Cezar (Luiz Ricardo), Rodrigo e Leandro Cruz (Fernando Camargo); Paulo Vitor (Carlinhos) e Maciel. Técnico: Gabriel Vieira.




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