#JFCnaEuro: França pressiona, mas só fica no empate contra a Inglaterra

11 06 2012

Blues foram melhores em toda a partida, mas pararam na boa marcação do English Team e ficaram no empate por 1 a 1

Por Bruna Farias

Fazendo a abertura do grupo D da Eurocopa, França e Inglaterra se enfrentaram nesta segunda-feira (11), na Arena Donbass, em Donetsk, e empataram pelo placar mínimo. Ambas as seleções entraram em campo buscando a redenção devido às más atuações que ambas tiveram em suas últimas competições internacionais.

Os Blues começaram melhor a partida e criavam as principais oportunidades para abrir o placar, principalmente pelas laterais. Ribery, Benzema e Nasri foram os destaques na primeira etapa. Já a Inglaterra apostou na forte marcação para parar os adversários e também no contra-ataque. A seleção inglesa aparecia poucas vezes com chances reais de perigo para o gol de Lloris, mas quando aparecia causava perigo ao adversário.

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Lescott abre o placar aos 29 minutos do primeiro tempo (FOTO: Matthias Scharder/Associated Pres)

Em uma das poucas oportunidades que criou, a Inglaterra abriu o marcador, aos 29min. Em cobrança de falta de Gerrard, o zagueiro Lescott subiu mais que a defesa francesa  e abriu o placar em Donestk.  Após o gol a torcida inglesa se animou, mas o time não abriu mão do estilo de jogo que vinha fazendo. A França, por sua vez, tentava passar pela defesa adversária e, aos 34min, teve a chance de igualar o resultado em cabeçada de Diarra, mas a bola parou nas mãos do goleiro Hart.

Daí pra frente só deu Blues, até que quatro minutos depois, após tabela do time francês, Nasri recebeu na entrada da área e chutou forte, no canto direito de Hart,  sem chances de defesa, igualando o placar na Arena Donbass. Imprimindo o mesmo ritmo de ataque, a França continuou pressionando o English Team. Cabaye, Ribery e Benzema tiveram chances para marcar, mas todas as oportunidades paravam na defesa britânica.

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Nasri comemora o gol de empate da França. (FOTO: Tolga Bozoglu/EFE)

A segunda etapa começou do mesmo jeito que a primeira. Era visível a proposta das duas equipes em campo. Até os 20min, a partida seguia morna, sem grandes chances para ambas as seleções. Apesar de não se impor como fez no primeiro tempo, a França foi quem levou mais perigo, mas o goleiro Hart e a defesa inglesa conseguiram impedir que o time francês virasse o placar. No final,o confronto ficou mais aberto, com os Blues tendo mais posse de bola e os ingleses apostando nos contra-ataques. Nada, porém, que pudesse alterar o placar.

O resultado mantém a invencibilidade da França, que chega a 22 jogos sem perder, e mostra que, mesmo desfalcada, a Inglaterra pode surpreender e fazer boa campanha na Euro, ainda que Wayne Rooney, suspenso, tenha feito falta na equipe e só volte na segunda fase. O English Team, contudo, segue com o jejum de vitória em estreias no torneio, com quatro empates e quatro derrotas.

FICHA TÉCNICA
FRANÇA 1 X 1 INGLATERRA

Local: Donbass Arena, em Donetsk (UCR)
Data-Hora: 11/6/2012 – 13h (de Brasília)
Árbitro: Nicola Rizzoli (ITA)
Cartões amarelos:  Young e Oxlade-Chamberlain (ING)
Cartões vermelhos: -
Gols: Lescott (29′/1ºT) e Nasri (38′/1ºT)

FRANÇA: Lloris, Debuchy, Rami, Mèxes e Evra; Cabaye (Ben Arfa 39′/2ºT), Diarra e Nasri; Malouda (Martin 40′/2ºT), Ribéry e Benzema - Técnico: Laurent Blanc.

INGLATERRA: Hart, Johnson, Terry, Lescott e Ashley Cole; Parker (Henderson 33′/2ºT), Gerrard, Milner e Oxlade-Chamberlain (Defoe 32′/2ºT); Young e Welbeck (Walcott 46′/2ºT) - Técnico: Roy Hodgson.





#GodSavetheFootball: Sem grandes revelações, Inglaterra terá problemas com próximas gerações

5 03 2012

A missão de Rooney, principal jogador do English Team na atualidade, de liderar jovens atletas para títulos importantes pode estar comprometida por falhas passadas

Por Luiz Queiroga

Às vésperas de dois grandes torneios esportivos no meio do ano, as Olímpiadas e Eurocopa, a Inglaterra vive uma série crise quanto ao futebol praticado no país, que é evidenciada pelo mau momento dos seus clubes em torneios europeus, falta de revelações e clima tenso na seleção principal. Dentro e fora de campo, o esporte tem sido atingido por diversos fatos que acabam enfraquecendo a potência na categoria.

Jornalismo FC através do especial #GodSavetheFootball (baseado no canto “God save the Queen),dividido em seis partes, explica o momento conturbado vivido pelos criadores do esporte mais popular do mundo.

Seleção envelhecida e falta de boas revelações minam o caminho para Londres-2012 e Copa-2014

Gerrad lamenta eliminação na Copa de 2010: veterano sabe que o ciclo no English Team está próximo do fim (Foto: Getty Images)

Precisando voltar a conquistar títulos no cenário mundial, a Inglaterra esbarra num difícil processo de renovação que vem desde 2006. Nomes que estiveram na Copa do Mundo de 2002 ainda são chamados com certa frequência atualmente na Seleção, casos de Rio Ferdinand, titular absoluto até as últimas convocações, do atacante Emile Heskey e Wayne Bridge.

Os remanescentes da Copa disputada na Alemanha em 2006 também permaneceram durante um longo tempo nas seguidas chamadas e formaram a base da seleção até o último torneio mundial, disputado na África do Sul. Jogadores consagrados como Frank Lampard, John Terry, Steven Gerrard e Crouch eram os destaques, quando promessas começavam a surgir, casos de Walcott e Lennon.

2010 talvez encerrou o ciclo de diversos nomes conhecidos no English Team em Copas do Mundo, ano no qual David Beckham, astro e ídolo inglês, não teve a oportunidade de entrar em campo por conta de uma lesão, integrando assim a comissão técnica de Fábio Capello no torneio mundial, dando praticamente adeus à sua bela passagem pela seleção.

Hart, promissor mas não unanime: English Team sofre pela falta de investimento na base (Foto: Divulgação/Manchester City)

Este ano também serviu para evidenciar algo que a Federação Inglesa de Futebol, juntamente com os principais clubes do país, nunca se preocupou: investir nas categorias de base. Com o English Team envelhecido, poucas revelações foram lançadas nos recentes anos para integrarem o time. A começar pelo gol, setor que a equipe sofreu muito na última Copa, contou com um frango de Green e apelou para o veterano James, de 41 anos.

Situação explicada pelo fato de nenhum grande do país ter um goleiro prata da casa, fato que deixou de acontecer após o Manchester City apostar no promissor Joe Hart e dispensar o veterano irlandês Given. Hart passou a ser a aposta do English Team, mas o arqueiro ainda não se firmou com grandes atuações, muito menos passa segurança.

O responsável por comandar a nova geração que está sendo formada é Wayne Rooney, principal atleta ligado ao futebol inglês na atualidade. Com 26 anos, o atacante teve a frustração de participar das últimas duas equipes que foram eliminadas nas Copas de 2006 e 2010, tendo sido expulso inclusive na primeira, nas quartas de final, diante de Portugal, quando protagonizou uma entrada violenta no companheiro de Manchester United à época Cristiano Ronaldo. Rooney terá em 2014 novamente a chance de conseguir levar a Inglaterra ao bicampeonato mundial, mas agora sendo o principal destaque da equipe e liderando uma nova leva de jogadores.

Caberá à Rooney guiar os jogadores da próxima geração dentro de campo (Foto: AP)

De olho nas Olímpiadas, o treinador provisório Stuart Pearce convocou jovens atletas para o amistoso com a Holanda no dia 29 de março, quando a Laranja Mecânica ganhou pelo placar de 3 a 2. Precisando de uma equipe para conquistar o título em casa, a FA convocará apenas uma equipe de ingleses no torneio, ao contrário do que aconteceu em edições passadas, quando uma seleção do Reino Unido era escolhida. Garotos promissores, como Phil Jones, Sturridge e Cleverly foram chamados para o jogo, mas, assim como o desempenho deles na Seleção e o peso de darem sequência ao trabalho de uma geração, a incerteza sobre o futuro do futebol na Inglaterra reina.

- Claro que tudo depende do que o técnico decidir se tenho utilidade ou não, mas quero continuar trabalhando pela Inglaterra. São esperadas muitas mudanças daqui para frente – declarou Steven Gerrard após a eliminação para a Alemanha na Copa do Mundo de 2010. Por enquanto, o volante continua defendendo o English Team e tem chances de disputar o Mundial no Brasil.

Especial #GodSavetheFootball:





Segundo jornal, Mourinho e Guardiola estão cotados para comandar a Inglaterra

2 03 2012

Técnicos de Real Madrid e Barcelona, entretanto, correm por fora na disputa

Por Caio Martins

Mourinho (esquerda) e Guardiola são cotados para assumir o English Team (Edição: BBC)

De acordo com o jornal inglês “The Guardian”, José Mourinho e Pep Guardiola são considerados como grandes opções para comandar a seleção da Inglaterra. Os dois, entretanto, são alternativas em caso de a seleção não acertar com o seu nome favorito: o técnico do Tottenham, Harry Redknapp. Cogitar outros nomes, segundo a Federação Inglesa, é importante para não focar em apenas uma opção.

Mourinho, que foi flagrado com sua família adquirindo um imóvel em Londres nos últimos dias, é visto com bons olhos pelos dirigentes ingleses. O treinador teve uma passagem de três anos pelo Chelsea e conhece muitos dos jogadores da terra da Rainha, o que é uma vantagem. Também é cogitada a ida do português ao Tottenham após o acerto de Redknapp com o English Team.

Já o nome de Guardiola começou a ganhar força por conta do seu atraso em renovar com o Barcelona. O treinador já deveria ter informado ao clube que pretende renovar o acordo com os atuais campeões do mundo. Esse impasse só faz com que os rumores de sua saída do clube espanhol aumentem. Recentemente, foi veiculado que Guardiola estaria na mira da Inter de Milão.

Na Inglaterra, a preferência é de que um inglês comande a seleção nacional. Essa exigência vai de jogadores à jornalistas no país. Redknapp é um nome que agrada todos os setores da sociedade inglesa. Rooney e outros atletas já manifestaram publicamente sua vontade em ter o treinador no comando da equipe.

Leia também no Jornalismo FC:

#GodSavetheFootball: A poucos meses da Euro, Inglaterra sofre sem técnico





#GodSavetheFootball: A poucos meses da Euro, Inglaterra sofre sem técnico

1 03 2012

A vaga deixada após a demissão de Fabio Capello é apenas a ponta do iceberg que a Federação Inglesa de Futebol terá que solucionar

Por Luiz Queiroga

Às vésperas de dois grandes torneios esportivos no meio do ano, as Olímpiadas e Eurocopa, a Inglaterra vive uma série crise quanto ao futebol praticado no país, que é evidenciada pelo mau momento dos seus clubes em torneios europeus, falta de revelações e clima tenso na seleção principal. Dentro e fora de campo, o esporte tem sido atingido por diversos fatos que acabam enfraquecendo a potência na categoria.

O Jornalismo FC através do especial #GodSavetheFootball (baseado no canto “God save the Queen),dividido em seis partes, explica o momento conturbado vivido pelos criadores do esporte mais popular do mundo.

Falta de um comandante em momento crucial de recuperação

Fabio Capello pediu demissão a menos de cinco meses da Euro2012 (Foto: Getty Images)

Temidos por ser uma das nações mais poderosas no futebol, hoje os ingleses não demonstram o mesmo poderio dentro de campo de outrora. A começar pela seleção principal, que, prestes a disputar a Eurocopa, em julho, na Polônia e Ucrânia, está sem um comandante após a inesperada demissão do técnico Fabio Capello, mês passado.

Capello nos tempos de Real: treinou Beckham no time espanhol e na Seleção Inglesa (Foto: AP)

A saída do italiano à frente da equipe pegou muitos de surpresa e teve uma enorme repercussão no Reino Unido. Em 2007, Capello saiu do badalado Real Madrid para assumir o English Team encarregado de fazer com que a excelente safra de jogadores das Copas de 2002 e 2006 finalmente conquistasse algum título de expressão no cenário mundial.

Durante todo o trabalho, Capello procurou sempre formar uma base sólida para a sua equipe dentro de campo. Era difícil de ver o italiano alterar o time a todo o momento ou então promover convocações sempre distintas.

Mesmo com o italiano, com passagens também por Milan, Juventus e Roma, a seca de títulos seguiu. Após uma ótima campanha nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, viu sua equipe ser eliminada ainda nas oitavas de final em goleada sofrida diante da Alemanha, por 4 a 1.

Este ano, após a Federação Inglesa de Futebol decidir punir o capitão John Terry pelo episódio racista envolvendo o zagueiro com Anton Ferdinand, jogador do Queens Park Rangers, e delegar a função de líder a outro atleta, Fabio Capello foi contra a ação e resolveu sair do comando.

Capello sempre teve como homem de confiança na Seleção o zagueiro Terry: punição da FA contra o atleta fez com que o treinador se demitisse (Foto: Getty Images)

– Só queria dizer que durante a reunião e em todo o período como técnico da Inglaterra, Fabio foi extremamente profissional. Concordamos com seu pedido de demissão por achar que era a decisão correta. Queremos agradecer Fabio pelo seu trabalho e desejar todo sucesso a ele no futuro – disse David Bernstein, presidente da FA, em nota oficial no site da entidade.

Harry Redknapp é o mais cotado para assumir o English Team (Foto: Getty Images)

A menos de cinco meses da Eurocopa, um substituto é procurado às pressas para que esteja à frente da equipe no torneio. O nome mais cotado é o de Harry Redknapp, que está fazendo um grande trabalho no Tottenham. O francês Àrsene Wenger, um dos principais personagens do futebol inglês, também é cotado para assumir o English Team, ainda mais em função dos rumores do possível término de nada menos de 16 anos com o Arsenal. José Mourinho é quem corre por fora, ainda mais depois de ter sido flagrado em Londres comprando um imóvel nesta semana, mas seu futuro está mais próximo do Chelsea.

Enquanto a FA não toma a decisão, o interino Stuart Pearce ficará no cargo. O auxiliar de Fabio Capello tentará arrumar o terreno antes da chegada do novo treinador, que certamente terá muito trabalho até a Copa do Mundo de 2014.





O quanto Ferdinand fará falta a seleção inglesa?

7 06 2010

Falar sobre a qualidade técnica de Rio Ferdinand, é ressaltar todos os seus excelentes pontos positivos, seja como líder, seja como “xerifão”, seja como aquele último homem que ninguém passa.  Ao lado de Terry forma, indiscutivelmente, uma das melhores duplas defensivas do mundo, senão a melhor.

Nesta Copa, a Inglaterra está sendo colocada como uma das favoritas, seria uma consagração da dupla, caso este favoritismo se confirmasse. Mas, o pior veio a acontecer. Nesta sexta-feira (4) aconteceu algo inesperado. Ferdinand teve uma torção no joelho esquerdo, durante o treino do English Team e foi levado para o hospital. Foi aí que as especulações sobre a participação do defensor do Manchester United começaram. Primeiro alguns veículos de informação da Inglaterra já davam como certo o corte, mas havia também aqueles que não confirmavam. Mesmo os enviados da imprensa inglesa à África do Sul não conseguiam informações. Foi apenas no meio da manhã que a confirmação oficial foi dada e, horas depois, chegou ao Brasil.

Para seu lugar, foi chamado o jovem zagueiro do Tottenham, Michael Dawson, que fez uma brilhante temporada pela equipe de White Hart Lane.

O problema fica na vaga deixada por Ferdinand na zaga, seu provável suplente deve ser Ledley King, caso esteja em condições físicas para atuar, pois todos sabem de sua lesão crônica no joelho. Se ele estiver bem fisicamente é um zagueiro ótimo, se estivesse em boas condições provavelmente estaria no nível do próprio Ferdinand.

A outra opção para a posição de Rio, é o zagueiro do West Ham, Matthew Upson, que não fez uma brilhante temporada assim como toda a equipe londrina. Mas, é um zagueiro de confiança do treinador italiano.  Sendo que, para atingir este patamar de confiabilidade do treinador, ele já mostrou seu valor tendo ótimos desempenhos.

Citando todas estas características dos dois defensores que são os prováveis substitutos de Ferdinand (pois Dawson dificilmente entrará) cria-se uma ideia de muita qualidade dos dois, mas na prática isso não ocorre. O nível de cada um é bem inferior ao nível de Ferdinand, este é o problema.

Quanto a tarja de capitão, a mesma passará para Steven Gerrard, que seria o segundo capitão na hierarquia de Capello. Caso Gerrard não esteja em campo o capitão será Lampard.








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