Categorias de base: Mudança de postura

24 01 2012

O que precisa ser mudado na mentalidade dos gestores das categorias de base?

Por Jean Patrick e Luiz Queiroga

Frederico Jota, jornalista colaborador da Placar, explica uma forma dos clubes acertarem os passos nas categorias de base:

“É preciso voltar o trabalho para projetos de longo prazo, em conformidade com todas as categorias do clube, fazer os jogadores entenderem, desde cedo, o lugar onde trabalham e a história do clube. Não visar simplesmente conquistas e não fazer desses títulos o resultado mais importante do trabalho de base. Dar aos atletas a estrutura pessoal ao lado do profissional”. Para ele, nem todos os gerentes conseguem reunir todas essas características. “O foco é bem mais imediatista e a cobrança pelos resultados na categoria de base pode influenciar na formação dos atletas”, ele explica.

Essa é praticamente a mesma opinião de Mário Marra, comentarista da Rádio CBN.

“Os gestores devem pensar mais no atleta, no indivíduo. Pensar nos resultados coletivos pode atrapalhar a formação do jogador. Quantos grupos de jogadores subiram e deram certo? Quantos jogadores, que até pareciam que não teriam destaque, que subiram e deram bons resultados técnicos e financeiros? É importante ver o desempenho dos atletas”, Mário Marra ressalta.

PVC, comentarista da ESPN, diz que é preciso mudar o foco:

“A cobrança por resultados tem de mudar.Não é o resultado no campeonato. A medida precisa ser: quantos jogadores passaram pelo técnico e viraram profissionais de qualidade. Essa é a medida no prazo médio de digamos cinco temporadas”, disse.


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