
Fonte: http://spfcpedia.blogspot.com/2008/08/obteno-do-terreno-do-morumbi.html
Eis um documento histórico que registra um dos primeiros passos da construção do Estádio do Morumbi. Trata-se de uma escritura pública de um tabelionato. Refere-se a doação da Imobiliária Aricanduva ao São Paulo Futebol Clube de, aproximadamente, 100 mil metros quadrados, datada de 1952.
Sabemos que somente o Estádio possui 112.904 m² de área construída, com seus arredores o número beira 150 mil metros quadrados (alças de acesso, etc). Dessa maneira, a área cedida representa praticamente 2/3 do total.
Em entrevista notória ao site SPNet, o ex-presidente do SPFC (e na época da construção, ainda não-governador), Laudo Natel, afirmou: .
“Compramos outros 25 mil metros quadrados de um total de 154 mil e deixamos 100 mil para o estádio de futebol. Compramos da Imobiliária Aricanduva os outros 25 mil metros quadrados e eles cederam outros 25 mil”
Outros 25 mil a mais, dessa vez para o Complexo Social, ao que parece. A área total do patrimônio do SPFC no Morumbi (Estádio + Social) é de, aproximadamente, 302 mil metros quadrados, sendo o restante adquirido por recursos próprios, posteriormente.
Lembrando que: ninguém joga dinheiro fora. A imobiliária possuía interesses econômicos em desenvolver a região, em loteamentos, além da exploração de cadeiras cativas no futuro estádio (Ação desempenhada também pelo Bradesco):
“Quando o Morumbi foi lançado, existia um programa de rádio e TV com o seguinte título: “Sai Dessa”. Eu fui convidado e a pergunta que me fizeram foi a seguinte: “O senhor está construindo um estádio em lugar que não possui condução, esgoto, água encanada, telefone, eletricidade. Como ele vai sair?”…
No meio do mato?
No meio do mato. Eu me lembro que, na época, um jornal esportivo publicou uma charge com uma fotografia de um matagal dizendo: “Estádio do São Paulo em 1980”. Mas, eu respondia: “Nós vamos fazer esse estádio e depois vou dizer ao poder público: ‘Sai Dessa!’. Me dê as condições”. E realmente foi o que aconteceu. A água foi pra lá, o telefone foi pra lá, o esgoto foi pra lá, a eletricidade também foi. De modo que foi uma obra audaciosa, mas felizmente deu resultado porque foi conduzida profissionalmente. Jamais deixei sair um cruzeiro que fosse da construção do estádio para o time de futebol profissional“.
Era propriedade (80%) do ex-governador Adhemar de Barros (1947-1951, 1963-1966). Em 1950 arrenda junto à prefeitura uma gleba de terra de 2.333.916 m² na região oeste da cidade. Acusado foi Adhemar de ter obtido a verba para tal compra quando era Governador do Estado, por empréstimo ilicito, todavia, nada fora provado contra sua ação no Tribunal de Contas do Estado, ainda no período democrático pré-ditadura. Tanto que, concorre e vence as eleições para a prefeitura de São Paulo em 1957.
Os negócios da Imobiliária, então, expandem e desenvolvem a região. Nela se instalam o Hospital Albert Einstein, o Grupo Bandeirantes de Comunicação (Rede Bandeirantes), e como sabemos, o São Paulo Futebol Clube, além do Governo Estadual, com sua sede administrativa, e toda uma grande comunidade de pessoas comuns que hoje lá residem. Todos se instalaram legitimamente, inclusive os membros da ONG Morumbi Cidadania.
Ainda que os métodos de trabalho de Adhemar de Barros sejam obtusos, os envolvidos pouco ou nada teriam a ver com as supostas irregularidades do político enquanto governador, visto que as ações foram legítimadas pela própria prefeitura, tribunais e demais orgãos públicos competentes. Vale citar que a mesma prática empresarial desenvolvimentista foi utilizada na construção da UNICAMP e da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira.
João Jorge Saad, dono da então Rádio Bandeirantes, era assumidamente corinthiano, e ainda assim avalizou a instalação do SPFC, clube rival, no Morumbi. Armando de Arruda Pereira, ex-prefeito, hoje dá nome a importante avenida no Ibirapuera, talvez justamente por ter salvo e preservado a região, pois os planos do Tricolor era justamente erguer seu estádio naquele bairro. Luis Cássio dos Santos Werneck e Luiz Campos Aranha são melhores descritos com palavras de Laudo Natel:
Hoje, é fácil dizer que a prefeitura cedeu o terreno e nós fizemos. Mas, eu destaco duas pessoas que conseguiram isso [a autorização para uso do terreno, afinal, veja o documento acima, a prefeitura somente mediou e legitimou o processo].
Um é o Luiz Cássio dos Santos Werneck ou outro Luís Campos Aranha. O Aranha ia até a Prefeitura, comprava um jornal e só saia de lá até o secretário o atender. Se o secretário não atendesse, ele voltava no dia seguinte. O Werneck era um rapaz inteligente, advogado, prestou grandes serviços ao São Paulo.
Que fique claro, doador: Imobiliária Aricanduva; interveniente (mediador que impõe intervenção, normas, condições): Prefeitura. Dessa maneira, a transação somente fora autorizada, visante futura construção do Estádio, com as condições, aparentemente não cumpridas, da criação de um Parque Infantil e de um Estacionamento.
Digo aparentemente, pois, a nota desse tabelião não dita negociações futuras. É um documento histórico que retrata um fato histórico – que remete ao passado. Não é passível afirmação de irregularidade sem tomarmos ciência de todo o processo histórico.
Nada garante que em data posterior os termos não tenham sido renegociados – como ainda hoje vemos em outras ocasiões, principalmente no que tange a impostos. Caberia ao São Paulo Futebol Clube, como “interessado”, esclarecer o fato em sua defesa, se preciso fosse.
Mas não é, e por isso foi bem usado o termo “que remete ao passado”. Qualquer ação civil no momento atual por parte de um reclamante (no caso, somente a Prefeitura – visto que a condição partiu dela, ou algum cidadão a qual ela representava na negociação) não é cabível, pois já caducara o prazo legal para tal, ou seja: prescreveu.
As informações acima, bem como a imagem do documento, foram retiradas do blog do meu amigo Michael Serra. Excelente fonte de consulta para todo torcedor tricolor.
Acessem: http://spfcpedia.blogspot.com
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A prova de que o estádio do Morumbi NÃO foi algo sujo, está neste Certificado.Mas não adianta, mesmo que o São Paulo esfregue na cara dos pranóicos, estes vão continuar tentando provar o que não aconteceu, porque são pessoas tolas, invejosas, que não aceitam que o SPFC mesmo com 77 anos é um dos maiores Clubes do mundo.Não estou dizendo que o São Paulo é o único Clube com a ficha 100% limpa, não é isso, para ser mais honesto, não existe nenhum Clube com a ficha totalmente limpa no mundo inteiro, afinal todo Clube assim como o SP são constituídos por ser humanos e não existe nenhum humano perfeito, mas as calúnias que inventam sobre o São Paulo é rídiculo.TALVES possa até ter tido algum “quebra galho” do governo o SPFC em relação ao Morumbi (como todo Clube já teve, independente da história), mas pelo menos a grande parte mais, de 75%(pelo menos), foi tudo do bolso do São Paulo Futebol Clube.
O terreno onde se encontra o estádio do Morumbi atualmente, foi doado pela Imobiliária Aricanduva, uma Empresa privada, não tem nada de dinheiro público no meio.Para ser mais específico, o terreno naquela época, era só mato, não tinha uma fazendinha, só mato e o objetivo da Empresa era a urbanização nesse terreno e não existia um markenting melhor do que o São Paulo.Então a Imobiliária doou o terreno para a construção do Morumbi, assim a população iria se locomovendo aos poucos para perto do estádio e assim não só o SPFC ganharia com isso, mas também a Aricanduva.A parte concreta foi construído pelo dinheiro privado do SPFC e somente deste, não houve nenhuma ajuda pública, sendo que nessas longos anos o SP não ganhou nenhum título, nem se quer um Paulista, pois não podia gastar dinheiro com jogadores e sim apenas com o Estádio Cicero Pompeu de Toledo.
Meninos eu vi!
Em 1959 eu com apenas dez anos de idade, morador na época em Santa Barbara d’Oeste SP, estive visitando as obras do Morumbi, levado por um Tio São Paulino doente, sócio com cadeira cativa no novo estádio, uma aventura inesquecivel, saimos da antiga rua Mathias Cardoso no Bairro do Broklim Novo, e por aproximadamente tres horas rodamos pela mata em picadas, que a velha caminhonete Chevrolet pulava mais que cabrito, levamos é claro uma cesta para o pic-nic, e deslumbrei-me ao ver sair do nada….absolutamente nada…uma obra gigantesca…uma estrutura de concreto armado no meio do nada, mato e barro, era o que se via.
Talvez por este gigantismo, por está estrutura fabulosa que por muitos anos foi o maior estádio particular do mundo, cause tanta inveja, tanta besteira dita pelos gambás que possuiam apenas a Fazendinha, doada pela Portuguesa, que anos depois foi dada em pagamento pela justiça a um determinado jogador que deixou o Corinthians sem receber os salários combinados.
Juro que ví!
ai é que você se engana, o parque infantil construido pelo SPFC foi erguido na região da Barra-Funda próximo ao CT do SPFC, assim como fez o Palmeiras, ai esta o parque infantil e tem também o estacionamento, caso vc não tenha lido não refere nenhum endereço no documento, por tanto esse terreno doado pode ser muito bem o terreno do CT, uma vez q esse acordo da doação do terreno, com a condição do parque infantil foi feita ao SPFC, Plameiras e Corinthians. Todos realizaram, o estadio do Morumbi veio com a aquisição do terreno junto a empresa aricanduva. O corinthians tbm recebeu de doação o terreno deles, ocm a condição de erguer um estádio com inicio de obras em 5 anos, e apenas em 2011 foi quem começãou a obra, por tanto fora do prazo, o MP teve q ceder para que não perdecem o terreno
Falar que tudo é passível de discussão devido a ‘futuros acordos’ é colcoar em dúvida também a legitimidade da cessão do terreno. Não exagere no sãopaulinismo, porque o post, tirando isso, é muito bom!
[...] Talvez seja essa também a vingança curinthiana sobre a lenda de que o SPFC “ganhou” o Morumbi, quando na verdade é uma meia-verdade, dado que o SPFC realmente foi beneficiado pelo Governo do Estado de SP e o terreno, em boa parte, doado pela prefeit…. [...]
PARABÉNS CORINTHIANS E CORINTHIANOS … AO DOAREM O TERRENO ONDE ESTÁ EDIFICADO O ESTADIO DO MORUMBI …. ESTE É DO FATO E DIREITO DE TODO UM POVO…NÃO SOMENTE DOS ARROGANTES SÃO PAULINOS..INGRATOS E MAL AGRADECIDOS !!!!!
De fato o São Paulo teve ajuda SIM financeira, o canindé nao foi comprado, e sim ROUBADO de um grupo de alemães, é a verdade numa e crua.
Pesquise.
o cAniNdé fOi cOmpRaDo SiM sEnhOr
o São Paulo Futebol Clube
Comprou então o Canindé em 29 de janeiro de 1944, por 740 contos de Réis. Ainda, pelo acordo deveria permitir que os membros do clube vendedor continuassem usando as instalações. O Deutsch Sportive mudou de nome para Guarani, abrasileirando-se e fugindo de perseguições. Mais tarde, seus sócios aderiram ao São Paulo.
Ótimo esclarecimento. Quando o tricolor está bem, surgem boatos, dizendo que a prefeitura doou o estádio, Laudo Natel pegou dinheiro da prefeitura e doou ao estádio, que o São Paulo tentou tomar o Palestra Itália… Coisas típicas de pessoas frustradas da vida e para justificar o fracasso, inventam calúnias sobre a vida alheia.
Eu digo mesmo quando falam do Corinthians.
vc naum sabe ler alem de doado ainda nao cumpriu as exigencias que eram construir no maximo em 10 anos o q nao aconteceu fora as contrapartidas e nem passou pela aprovação da camara
Só pode não saber ler mesmo!!! Ele escreveu: “Laudo Natel pegou dinheiro da prefeitura e doou ao estádio”; Laudo Natel foi GOVERNADOR, e criou um imposto para ajudar na contrução do estádio! O São Paulo parou a construção na metade, pois não tinha mais recursos para continuar a obra, foi ai que o então GOVERNADOR do Estado de São Paulo Sr. Laudo Natel, criou esse imposto que permitiu ao clube terminar a obra. #Fato!
De qual imposto estamos falando, senhor Leandro Falácia? Qualquer afirmação sem prova é… merda? mmm… não, “merda” seria um eufemismo.